Relato do Grupo Psicoterapia para Mulheres

Este relato refere-se a um dos encontros do Grupo Psicoterapia para Mulheres. Aqui falo sobre como coordenar um grupo de mulheres e trabalhar com elas a partir de suas falas. Nesse encontro aparece o tema “dar valor ao que se tem” o que propiciou um exercício sobre agradecimentos e alívio de algum problema/angustia. Também será abordado como lidar quando uma das participantes precisa de maior atenção. Para esse encontro foi necessária uma sala com mesa e cadeiras, folhas A4, tesouras e canetinhas coloridas. Segue relato:

Hoje estava um dia bastante chuvoso e, mesmo assim, compareceram 10 das 12 participantes. Comentei com o grupo e batemos palmas para nós mesmas, ao mesmo tempo em que algumas falavam da importância do grupo para elas.

Apresentamo-nos rapidamente, pois havia uma nova integrante. Dei espaço para que ela pudesse falar um pouco de si. Ela contou de sua recente experiência numa internação em hospital psiquiátrico e outras se identificaram. Falaram do ambiente ser insalubre e perturbador, contudo algumas contataram que às vezes a internação é necessária. Chegaram a conclusão de que é preciso dar-se valor ao que se tem, o assunto (“dar valor ao que se tem”) foi transformando-se no tema grupal. Para aprofundamento de tal tema, propus um exercício utilizando-me dos materiais disponíveis. Continuar lendo

Grupo PsicoArte

O grupo PsicoArte realizado (por mim, duas voluntárias e uma estagiária) todas as segundas-feiras no bairro Areias virou notícia.

O Jornal Hora (jornal da grande Florianópolis) divulgou o grupo em seu website e jornal impresso (edição 04/11):

Link para a matéria digital: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/noticia/2017/11/mario-motta-projeto-trabalha-inclusao-social-atraves-da-psicologia-em-sao-jose-9981757.html

A página da web do município também publicou matéria sobre o grupo PsicoArte. Segue um trecho:

Grupo PsicoArte promove projeto de inclusão social em São José

Pacientes do CAPS II e moradores se aproximam através da arte e terapia

Integração entre pacientes e comunidade é o principal objetivo
do Grupo PsicoArte que ser reúne uma vez por semana em Areias

Os profissionais de psicologia do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS II  de São José têm realizado um trabalho focado na reabilitação psicossocial no município. Através do Grupo PsicoArte, as psicólogas levam os pacientes ao Centro Comunitário do bairro Areias, onde aplicam atividades interativas que misturam terapia e arte no intuito de inseri-los ao convívio social.

“A ideia é somar ao trabalho psicológico atividades que envolvam dinâmicas de grupo, teatro, música, dança. Buscamos instruir de forma assertiva e criativa o desenvolvimento das relações interpessoais de quem participa, e trabalhamos para construir um grupo diversificado, no sentido de integrar toda a comunidade nesse projeto”, explica a psicóloga Cristina Folster, coordenadora do Grupo PsicoArte.

Notícia completa em: http://www.saojose.sc.gov.br/index.php/sao-jose/noticias-desc/grupo-psicoarte-promove-inclusaeo-social-em-saeo-jose

Saiba mais sobre o grupo em: http://www.falandosobreesquizofrenia.com.br/grupo-psicoarte/

PsicoArte – Grupo terapêutico gratuito em São José/SC

O que é?

Grupo terapêutico aberto e gratuito com o objetivo de proporcionar às pessoas maior consciência de suas ações/comportamentos, formas assertivas de se relacionar com o outro, resolver conflitos e lidar com os sentimentos mais diversos. Os encontros são realizados por meio de dinâmicas grupais, teatro, música e rodas de conversa. Coordenação de Cristina Folster Pereira, Thais Martini (Psicóloga) e Lorena Lopes (estagiária de psicologia).

Para quem?

Todos que se interessarem maiores de 18 anos.

Quando?

Tods as Segundas-feiras, 14h às 15h30min

Onde?

Conselho Comunitário Bairro Areias. Rua Fagundes Varela, 323, São José/SC

Como participar?

É só comparecer no local, dias e horários descritos acima e se apresentar a uma das coordenadoras do grupo. Você será bem vindo!

ARTIGO: Terapia de Grupo em Gestalt Terapia

Cristina Folster Pereira

As pessoas são necessariamente seres de relação, é no encontro, contato, que há a possibilidade de transformação e humanização. O grupo é, pois, um microcosmo onde o cotidiano acontece (RIBEIRO, 1994). Indo ao encontro deste entendimento, Perls chega a considerar a psicoterapia individual obsoleta:

A probabilidade de que a terapia individual e de longa duração possam, ambas, ser obsoletas ainda não se revelou para a vasta maioria de terapeutas e pacientes. Na verdade, grupos e workshops encontram crescente aceitação, mais por sua exequibilidade econômica do que por sua eficácia. Contudo, a sessão individual deveria ser a exceção mais do que a regra (PERLS, 2002, p. 35 e 36).

A psicoterapia de grupo amplia as possibilidades além das oferecidas unicamente pelo terapeuta. O grupo constituiu um laboratório seguro de contato e experimentação, pois mantêm uma relação estreita com a realidade (RIBEIRO, 1994; ROBINE, 2006; VARAS, 2011). Costuma-se mencionar que as terapias em grupo são mais econômicas do que as individuais, na medida em que as sessões são mais baratas, embora possa ser verdade, este aspecto deve ser considerado de menor importância, visto que a real economia está na rapidez em que as pessoas têm a possibilidade de dar-se conta (VARAS, 2011).   Os membros de um grupo terapêutico têm a oportunidade de ver, escutar e sentir o mundo e a si mesmos com os sentidos do outro (RIBEIRO, 1994), o grupo tem um ritmo que tende a mobilizar e energizar os participantes, assim como os obriga a serem mais espontâneos (VARAS, 2011).
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