ARTIGO: Atenção em Saúde Mental no Município de São José

No Brasil, o tratamento das pessoas com transtornos mentais vem mudando substancialmente, principalmente a partir da institucionalização dos serviços com enfoque na atenção comunitária. O presente trabalho faz um resgate histórico da assistência à saúde mental no município catarinense de São José, destacando a atenção hospitalar e as mudanças nas formas de atendimento a pessoas com transtornos mentais no contexto da reforma psiquiátrica brasileira.

Como referenciar:

PEREIRA, Cristina Folster; CAPONI, Sandra. Atenção em Saúde Mental no Município de São José – SC. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, Florianópolis, v. 9, n. 22, p.113-123, 05 jul. 2017. Disponível em: <http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/4389/5006>. Acesso em: 15 ago. 2017.

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Compreendendo a Esquizofrenia e outras psicoses a partir da Gestalt Terapia – PUBLICAÇÕES

O objetivo é facilitar a procura, pois ainda há poucas publicações relacionando a GT e as psicoses. As bases de dados utilizadas para as buscas são: Bireme, Google Acadêmico e Scielo.

As referências estão postadas em ordem cronológica decrescente e possuem link (é só clicar em cima do nome) direto ao texto completo.

Encontrando um modo de ser esquizofrênico, arte e técnica na gestalt terapia. Júlio Manoel dos Santos Filho Virgínia Elizabeth Suassuna Martins Costa, 2016.

A experiência das psicoses_Um olhar teórico-clínico da Gestalt-Terapia. Marcela Albo de Oliveira, 2015.

A arteterapia gestáltica como instrumento na clínica individual com clientes que estão esquizofrênicos. Fabrício Siqueira Basso, 2011.

Reflexões acerca da esquizofrenia na abordagem gestáltica. Ludmila Vieira, 2010.

A clínica gestáltica e os ajustamentos do tipo psicótico. Lílian Cherulli de Carvalho e Ileno Izídio da Costa, 2010.

A Intervenção Precoce nos Ajustamentos do Tipo Psicótico e a Clínica Gestáltica. Lílian Cherulli de Carvalho, 2008.

Clínica dos ajustamentos psicóticos_uma proposta a partir da Gestaltterapia. Müller-Granzotto & Müller-Granzotto, 2008.

Terapia Gestalt con esquizofrenicos. John H. Gagnon, s.d.


Confira seleção completa de textos em: http://www.falandosobreesquizofrenia.com.br/gestalt-terapia/


 

Exemplo de pré-projeto/anteprojeto de pesquisa

Quando queremos fazer mestrado ou doutorado precisamos passar por um processo seletivo, geralmente com avaliação de currículo, prova, entrevista e um pré-projeto. Bom, deixarei aqui no blog um exemplo de pré-projeto para àqueles que precisam fazer um, mas não têm ideia de como é.

                                                    Este projeto foi utilizado por mim na seleção de mestrado em saúde mental – UFSC. Clique em cima do título para baixar o conteúdo completo:

O OLHAR DA PESSOA COM ESQUIZOFRENIA SOBRE A DOENÇA E TRATAMENTO EM TEMPOS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Esquizofrenia: Perguntas & Respostas

A ABRE – Associação Brasileira de familiares, amigos e portadores de esquizofrenia, traz em sua página, 15 perguntas que consideram ser mais frequentes quando o assunto é esquizofrenia. Iniciam com “O que é a esquizofrenia?“:

Esquizofrenia é uma doença grave, complexa, intrigante e sua causa ainda não é conhecida. As manifestações da esquizofrenia são muito variáveis. No geral as pessoas com esquizofrenia apresentam períodos em que têm dificuldade de distinguir o real do imaginário. Podem vivenciar mudanças na sua forma de pensar e sentir, prejudicando suas relações afetivas e seu desempenho profissional e social.

A esquizofrenia é uma doença que acarreta grande carga de sofrimento para a pessoa, sua família e amigos. Quanto antes for iniciado o tratamento melhor será sua evolução, mas frequentemente é necessário que o acompanhamento se dê para toda a vida.

Todas as perguntas e respostas estão no site da ABRE neste link: http://www.abrebrasil.org.br/web/index.php/esquizofrenia/perguntas-frequentes

Também o Programa de Esquizofrenia (PROESQ) da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, por meio de seu coordenador geral o psiquiatra Rodrigo Bressan, postaram no site do programa Sete (7) perguntas mais frequentes sobre esquizofrenia e suas respectivas respostas. Dentre elas destacamos:

Quem tem esquizofrenia pode ter uma vida normal?

(…) A esquizofrenia é uma doença que traz dificuldades para a pessoa e para a família, mas ela tem tratamento e pode ficar sob controle. Uma vida normal, com relações familiares boas, com amigos, com um dia a dia que faça sentido, com perspectivas de futuro e a possibilidade de amar está ao alcance da pessoa com esquizofrenia… 

Visualize todas as 7 perguntas e respostas neste link: http://www.psiquiatria.unifesp.br/d/proesq/perguntas/

A Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP tem um canal no youtube chamado “Canal da Psiquiatria“. Neste canal você encontra diversos vídeos, dentre eles, bons psiquiatras especialistas em esquizofrenia, como o Bressan e Cristiano Noto. Seguem alguns vídeos que trazem perguntas e respostas sobre o tema:

 

Relato do Grupo Expressando Sentimentos – Tema Ansiedade

Neste post descrevo um dos encontros do Grupo Expressando Sentimentos.

Neste encontro participaram oito usuários. Dois destes usuários não tinham diagnóstico de esquizofrenia e, sim de outros transtornos mentais graves.

Nos dispomos em círculo e iniciamos com as notícias de como estavam se sentindo e como passaram a semana… Algumas falas foram relativas ao encontro passado. Com intenção de entrar no tema por meio da vivência deles, solicitei que cada um lembrasse como foi o seu primeiro encontro em grupo, focando nos sentimentos. Palavras como medo e ansiedade apareceram, dois disseram ter sido “normal”, outro não conseguiu lembrar-se. Na fala daqueles que touxeram “ansiedade” como sentimento, veio alguns termos importantes à discussão do que seria essa tal ansiedade. Destaquei-os para eles já introduzindo palavras importantes ao conceito de ansiedade: “não sabia como seria”, “não conhecia ninguém”, “nunca tinha participado disso”, “não sabia o que ia ter que fazer”, frases indicando futuro e o desconhecido; “achei que não gostariam de mim”, frase sugestiva de que a pessoa imaginava o pior. Com estes destaques discutimos melhor sobre o tema. Neste momento estimulei-os a falar o que pensavam e o que estavam compreendendo sobre o assunto.

Com o objetivo de concretizar um pouco a discussão e, desta forma, facilitar o entendimento de cada um, perguntei se alguém poderia voluntariar-se para uma tarefa. Após uns segundos em silêncio, um daqueles ao qual falei que não tinha o diagnóstico de esquizofrenia, prontificou-se (Não quis indicar alguém, pois aquele que se prontificasse, provavelmente, estaria mais preparado para passar por uma situação um pouco ansiogênica). Não falei para a voluntária do que se tratava a tarefa (desconhecido) e solicitei que ela aguardasse fora da sala até eu chamar (futuro). Esquanto ela aguardava, expliquei ao restante do grupo sobre o que seria esta “tarefa” e os objetivos daquilo: brincadeira “quente/frio” em que escondemos um objeto para uma pessoa encontrar por meio da ajuda de colegas que dizem se está “quente” (perto) ou “frio” (longe). O objetivo seria percebermos a ansiedade acontecendo. Cabe ressaltar, todas estas pessoas estavam num ambiente seguro e com um profissional qualificado.

Solicitei que a voluntária entrasse na sala e expliquei sua “tarefa” (achar o objeto com a ajuda dos demais). Todos entraram na brincadeira, ajudando a colega que logo encontrou o objeto. A voluntária sentou conosco novamente e falou como se sentiu durante todo o processo. A palavra ansiedade apareceu em alguns momentos da fala dela, assim como o medo do desconhecido e pensamentos negativos. Um exemplo disto é a parte em que fala: “quando pedisse para sair da sala achei que era para falar mal de mim aos outros…”. A voluntária também falou que a partir do momento em que passou a procurar o objeto, sua ansiedade já foi diminuindo e, quando encontrou o objeto sentiu alívio total.

Com esta experiência e o relato da voluntária, os usuários trouxeram muito mais exemplos e falas sobre o tema e, foi possível também pensarmos em estratégias para lidar com a ansiedade. As principais estratégias citadas foram: “ficar no presente”, “não pensar no pior” e “não deixar as coisas para depois”.